terça-feira, 29 de agosto de 2017

Os bancários e a vida fora do banco

Texto publicado originalmente na intranet do Banco do Nordeste, no site noticias.com

Durante muito tempo, os profissionais de forma geral enfocaram seus interesses quase que exclusivamente nas atividades e assuntos do seu setor de atuação, uma postura que se traduziu em especialização e aprimoramento do nível dos serviços prestados, mas, que por outro lado, interferiu na qualidade de vida desses profissionais, inclusive no momento de suas aposentadorias. Afinal, para esses valorosos profissionais, suas identidades passaram a se confundir com as das empresas para as quais trabalharam durante décadas.


Entretanto tem-se percebido que as novas gerações de profissionais (inclusive bancários) estão apresentando uma mentalidade diferente a esse respeito, procurando desenvolver habilidades, competências e interesses diversos e aproveitando a infinidade de oportunidades que existem mundo afora para criar identidades mais amplas e com maior capacidade de produzir resultados favoráveis para os próprios bancos, além de aumentar os seus níveis de bem-estar e realização pessoal.

No nosso caso, este é um fenômeno muito positivo, considerando que a atividade bancária é inerentemente estressante (metas, reclamações dos clientes, riscos de assaltos e de fraudes etc.), o que se comprova por diversas pesquisas e estudos já realizados, que mostram que é necessária a adoção de cuidados preventivos, especialmente em bancos privados. É algo que percebo pela enorme quantidade de currículos que vejo no LinkedIn de ex-bancários que atualmente exercem outras atividades profissionais, muitas vezes fora do setor financeiro, o que confirma assim a necessidade de explorar atividades diferentes das bancárias.

Desse modo, é importante que nós, bancários de todas as faixas etárias, desenvolvamos interesses diversos e participemos de atividades fora do círculo bancário (realizar atividades acadêmicas, praticar atividades físicas, voluntariado, viagens etc.), inclusive como forma de nos aprimorar enquanto bancários, até porque o próprio Banco do Nordeste também tem viabilizado iniciativas nesse sentido. Assim, se isso não muda o nível de stress próprio da atividade, pelo menos nos ajuda a preservar nossas condições físicas e mentais e permite prosseguir por mais tempo na carreira e alcançar novos objetivos.

Esses cuidados podem ser adotados a qualquer momento, mas o ideal é que sejam adotados logo no início de nossas carreiras, nos dando mais tempo de adaptação a outras realidades e nos permitindo também ampliar a nossa rede de contatos, e criar até mesmo novas oportunidades de negócios para o BNB, já que, assim, estaremos ainda mais qualificados do que já somos.

Dessa forma, estaremos contribuindo primeiramente com nosso próprio bem-estar e de nossas famílias, o que também vai impactar positivamente na qualidade do importante trabalho que realizamos, de promover o desenvolvimento da Região Nordeste, além de contribuir para que o estigma de “profissão perigo” que carregamos seja diminuído.

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