domingo, 4 de dezembro de 2016

Vamos, vamos, Chape!

Em primeiro lugar, antes de qualquer coisa, foi com enorme tristeza que recebi a notícia do acidente que vitimou 71 pessoas, no voo que levava a delegação da Chapecoense, além de profissionais da imprensa, para a cidade colombiana de Medellín, onde faria o primeiro jogo da final da Copa Sul Americana contra o Atlético Nacional da mesma cidade. Deixo também minhas orações a todos os que se foram e a suas famílias.

A solidariedade do mundo todo em relação a esta tragédia, realmente reafirma que ainda é possível ter fé nas pessoas, pois foram incontáveis e variadas demonstrações de generosidade e de vontade de ajudar aqueles que agora enterram seus entes queridos, que eram membros de uma entidade que é mais que um clube de futebol, é também um elemento de identificação e de valorização da cidade catarinense de Chapecó. 

Dentro disso tudo, há a situação complexa que vive Ivan Tozzo, Vice Presidente do Clube, agora assumindo a presidência, já que o Presidente Sandro Pallaoro também faleceu no acidente, junto com membros da diretoria. Além das questões práticas, ele precisa ainda cuidar dos familiares e nem tem como viver seu próprio luto. Precisará de muita força e fé neste momento. Faço sinceros votos de que consiga cumprir sua missão.

A Chape vai conseguir se reerguer e dar continuidade à sua contagiante trajetória, que conquistou o Brasil? Tenho certeza que sim, e esta certeza se pauta em dois fatores:

1. Há muita gente disposta a ajudar, são clubes e empresários oferecendo seus atletas para reformulação do elenco, poderá haver apoio financeiro também, além da conquista do título da Copa Sul Americana 2016, que a Chape estava disputando, o que lhe assegurará vaga na Taça Libertadores da América 2017, aumentando ainda mais o valor de sua "vitrine" para os jogadores.

O aumento exponencial do número de sócios registrados nos últimos dias, bem como a perspectiva de passar os próximos 3 Campeonatos Brasileiros isento de rebaixamento deverão trazer tranquilidade e viabilizar o planejamento de curto e médio prazo.


2. Para mim, o fator principal que vai reerguer o Clube: sua gestão. A Chape já vinha sendo administrada com muita competência, reconhecida por todos no meio do futebol, saindo da 4ª Divisão do futebol brasileiro em 2009 para esta final de competição internacional, na sua segunda participação, em apenas 7 anos. O elenco atual era formado por uma mescla de jogadores jovens com jogadores experimentados, todos determinados a buscar seu espaço e fazer história.

A gestão da Chapecoense merece maior detalhamento, e quero falar aqui da parte financeira, que foi encerrada em 2015 com um índice de endividamento de apenas 5%, conforme matéria do site da Revista Exame (aqui). Este mesmo índice era de 4% em 2014.

Para efeito de comparação, este mesmo índice supera a marca de 100% em clubes como Flamengo (163%) e Corinthians (152%). A Chape, pelo visto, não se endividava à toa e esta estrutura financeira enxuta e austera será um elemento que vai ajudar muito nesta hora tão difícil, mas que também marcará o começo de uma nova história para a Chapecoense.

Vamos, vamos, Chape!!!!!!
#ForçaChape  #FuerzaChape

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