sábado, 4 de junho de 2016

Soldados ganham batalhas. Exércitos ganham guerras

Um dos esportes que mais me interessa é o basquete, especialmente a NBA, que realmente é o "estado da arte" deste esporte. Apesar de torcedor do Chicago Bulls, tenho acompanhado embevecido o desempenho do time do Golden State Warriors desde o campeonato 2014-2015, quando ganharam o título que não vinha desde a temporada 1974-1975.

A final deste campeonato 2015-2016 é contra o mesmo adversário da última temporada, o Cleveland Cavaliers, que tem um bom elenco, comandado pelo craque LeBron James, único jogador na história da liga a participar de 6 finais de campeonato consecutivas. Os Warriors, por sua vez, tem se destacado em muitos aspectos, mas especialmente pelas jogadas fora de série do armador Stephen Curry, incluídos aí vários arremessos de 3 pontos que ele acertou da metade da quadra ou até de mais longe, o que faz de Curry alguém que quebra paradigmas e está reinventando o fundamento do arremesso de longa distância. Outro jogador do time, Klay Thompson, também tem excelentes índices no fundamento.

Porém, quero falar especificamente do jogo 1 das finais desta temporada, vencido pelos Warriors por 104 X 89, uma larga vantagem e que, pasmem, teve pequena contribuição tanto de Curry, que acertou 3 dos 8 arremessos de 3 pontos que executou (ele chegou a acertar incríveis 13 arremessos em uma só partida neste campeonato), quanto de Thompson, que ao contrário da maioria dos últimos jogos, acertou apenas 1 arremesso de 3 pontos. Os Cavaliers conseguiram neutralizar as duas principais estrelas adversárias, mas ainda assim perderam por larga margem de pontos. O que houve?

Equipe do Golden State Warriors
Houve que os Warriors prepararam-se para este momento. Pareciam saber que mais dia, menos dia, Curry e Thompson não seriam os personagens principais. A estratégia dos Cavaliers de interrompê-los deu certo, mas diante disto, o técnico dos Warriors, Steve Kerr, chegou a deixar os dois no banco e Shaun Livingston (cestinha do time na partida), o brasileiro Leandrinho, Andre Iguodala, Draymond Green, Harrison Barnes e outros, brilharam. Os Cavaliers não pareciam ter se preparado para enfrentar uma formação dos Warriors sem Curry e Thompson em quadra por vários minutos seguidos.

As lições que se pode tirar deste episódio são: 

1. Todos em um grupo de trabalho devem estar prontos para ser protagonistas em algum momento.

2. Quando você está ocupando a função de protagonista, tem de estar preparado para dividir ou ceder esta posição em algum momento.

3. Cabe ao líder ter conhecimento suficiente a respeito das características dos membros seu grupo para definir o momento em que cada um será protagonista.

4. O líder precisa de um repertório variado de estratégias para poder escolher os protagonistas da equipe para cada situação.

5. Talentos individuais serão decisivos (e muito bem vindos) em certos momentos, mas no final das contas, quem ganha "guerras" são os "exércitos".

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