sábado, 6 de fevereiro de 2016

Vamos precisar de bancos no futuro?

Os avanços tecnológicos e de paradigmas de pensamento vem modificando o mundo empresarial de uma forma jamais vista. Novos produtos e serviços estão surgindo, bem como aqueles já existentes estão sendo reformulados ou simplesmente suprimidos, ou seja, os avanços são inegáveis e acontecem em altíssima velocidade. 

Particularmente, pensava ser inviável, mas esse fenômeno também alcançou o setor financeiro, mais precisamente atingiu aos bancos. Eu tinha essa opinião por ser este um setor estratégico da economia, responsável pela alocação dos recursos financeiros e seu direcionamento para investimentos, bem como por ser um setor que, como diria Michael Porter, possui fortes barreiras a novos entrantes, principalmente de ordem financeira, pelo elevado volume de recursos supostamente necessário para iniciar um banco.

Entretanto, nem mesmo este tipo de barreira tem sido obstáculo suficientemente árduo para impedir que startups denominadas de fintechs surjam neste setor e já sejam motivo de incômodo para as tradicionais instituições financeiras, que tem uma cultura mais conservadora, decorrente exatamente do padrão concorrencial mais restritivo de seu setor.

No caso das novas instituições, as suas estruturas mais enxutas podem proporcionar para as mesmas uma importante vantagem competitiva, de oferecer seus serviços a custos menores, com mais comodidade e agilidade, atraindo assim, parcelas importantes do mercado, porque estão em conformidade ou aderentes com o paradigma de pensamento das duas primeiras décadas do século XXI.

Por outro lado, os bancos já estão de olho nesta novidade e se mobilizam, ou seja, articulam parcerias com as fintechs para evitar o que já se sabe que pode acontecer: a sua substituição por formas mais modernas de práticas de intermediação financeira, através da internet com apps que dinamizam e facilitam os processos. Além de que, as novas empresas ainda não conseguem captar clientes em grande número, por conta dos aspectos de credibilidade, algo que é suprido exatamente pelas parcerias. 

Então, diante da pergunta título deste artigo, acho que durante mais algumas décadas os bancos ainda serão necessários, já que conseguem manter o setor sob seu controle e já estão estabelecendo parcerias com fintechs, o que assegura sua permanência no jogo em boas condições, como aliás, sempre acontece.

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