segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Adivinhe quem vai "pagar o pato"...

Ano novo, Presidente reeleita devidamente empossada, Ministros (pasmem, 39!) também empossados, já fazendo anúncios e dando entrevistas sobre o que pretendem fazer e como lidarão com os problemas do país. Aparentemente, tudo acontecendo como deve ser, as coias indo no rumo certo.

Chamou-me a atenção que o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, venha abordando a necessidade de que o Governo tenha "austeridade fiscal" e um forte controle de gastos. Chamou-me a atenção positivamente, pois sou um defensor da ideia de Estado responsável, que não gasta mais do que arrecada, mas existe mais de uma forma de tornar o Estado austero e aí é que a coisa começa a complicar.

Pode-se fazer a "austeridade fiscal" gastando menos (de preferência, diminuindo-se os gastos de custeio do Estado), o que pra mim, é o que deveria ser buscado com mais força, mas também requer mais tempo para ser feito, já que tem implicações legais. Também pode-se fazer a "austeridade fiscal" arrecadando mais, e não faltam meios para isso aqui no Brasil, além da terceira forma: arrecadando mais e gastando menos ao mesmo tempo.

O Governo Dilma 2, pelo visto, resolveu de certa forma percorrer o terceiro caminho, pois o Ministro Levy e sua equipe já anunciaram regras que dificultam o acesso a determinados benefícios, como o seguro desemprego, bem como já houve aumento das tarifas de energia elétrica e combustíveis. Fala-se ainda no possível retorno da CIDE, enfim, medidas que farão inevitavelmente o Governo arrecadar ainda mais.

A necessidade disso tudo é basicamente porque o Estado ainda é altamente ineficiente, investe pouco e quase inviabiliza que o cidadão poupe e gere o capital necessário para a intermediação financeira, permitindo que novos projetos sejam implantados para proporcionar mais empregos ao país. E infelizmente, alguém tem que "pagar o pato". Adivinhe quem vai ser????

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