terça-feira, 29 de outubro de 2013

Simplicidade é tudo: a mudança de Platini.

Estamos em um ano que antecede mais uma edição da Copa do Mundo, neste caso, a 20ª, a ser realizada no Brasil em 2014. Este evento, que tem mais de 80 anos de existência, acontecendo a cada 4 anos, tornou-se apaixonante pelas emoções que o futebol provoca e também por ser um evento curto, que dura em torno de 30 dias. 

Só que o aspecto da duração está cada vez mais seriamente ameaçado, pois podem vir a alongar o torneio que começou com a participação de 13 países, em 1930, depois chegou a 16, 24, e agora são 32 seleções, de todos os continentes, um número que considero excelente, pois permite que as classificações e eliminações das seleções a cada fase sejam de forma direta, ou seja, na primeira fase são grupos com 4 seleções cada, dos quais passam 2. E depois, jogos eliminatórios até que o campeão seja conhecido. Mas há quem queira ainda mais...

Platini jogando com simplicidade
O ex-craque francês e atual Presidente da UEFA (União das Federações Europeias de Futebol), Michel Platini, apresenta agora a ideia e inclusive uma proposta de calendário para a Copa do Mundo com 40 seleções! Segundo o dirigente, seriam apenas 3 dias a mais de jogos, o que parece pouco, mas estenderia o tempo do torneio em 10%, ainda mais quando sabemos que nas fases finais, há um maior número de dias sem jogos.

Além disto, há outro inconveniente: a simplicidade da fórmula do torneio novamente se perderia, assim como quando era com 24 seleções e na primeira fase alguns grupos tinham 3 classificados, dificultando assim o entendimento. Neste caso, o número ideal seria muito elevado: 64 seleções. E porque 64? Porque para que torneios eliminatórios não requeiram "atalhos" e outros artifícios, o número de participantes precisa ser uma potência do número 2, como o número 32, e seu sucessor, 64.

O motivo apresentado por Platini é o número baixo de vagas destinadas aos continentes africano e asiático, com mais de 100 países filiados à FIFA no total e apenas 9 vagas (e mais uma que pode ser obtida via repescagem), enquanto a América do Sul e a Europa, com pouco mais de 60 filiados, detém 18 vagas (e mais uma a ser disputada na repescagem). Neste caso, seria razoável pensar em retirar uma vaga da América do Sul e uma ou duas da Europa e destiná-las à África e à Ásia.

Mas o que mais lamento nisso tudo é que na transição de grande jogador para dirigente Platini tenha aparentemente, perdido a simplicidade e o refinamento que marcaram sua forma de jogar futebol. A sua proposta é sem dúvida, uma "bola fora", que revela somente o interesse financeiro do futebol em detrimento da magia da Copa do Mundo.
Michel Platini in Wroclaw by Klearchos Kapoutsis wide crop.jpg
Platini já não tão simples e genial...

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