quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Intermediação Financeira: a economia também depende disso.

A economia de qualquer país precisa de instrumentos para que sua atividade aumente cada vez mais, e consequentemente, contribua para a melhoria das condições de vida de seu povo. Um destes instrumentos é a isenção de determinados impostos, que de alguma forma ajudam a diminuir o preço dos produtos e aumentam o consumo, e por outra via, aumentam a arrecadação do setor público.

Neste artigo, vamos falar de um importante instrumento, e mais que isso, um dos motores da economia: a intermediação financeira. A intermediação financeira é o financiamento dos entes econômicos (famílias, empresas e governo) deficitários, ou seja, com receitas/rendas inferiores aos seus gastos e despesas. E quem financia? Os entes superavitários, os que estão com receitas/rendas superiores aos seus gastos e despesas.

A intermediação financeira contribui no crescimento econômico por dois motivos: o primeiro, e que diz respeito à atividade bancária, é porque remunera através do pagamento de juros, e aumenta o patrimônio dos entes superavitários; o segundo motivo é porque financia o consumo e os investimentos (no caso, aquisição de máquinas, imóveis, equipamentos e outros ativos que serão utilizados na atividade empresarial, para remunerar uma atividade empreendedora).

Desta forma, o número de entes que podem consumir e adquirir bens aumenta e estimula as empresas a seguir investindo, bem como os recursos disponíveis, evidentemente pertencentes aos superavitários, ganham uma aplicação também de fomento à economia. Mas resta uma pergunta a ser feita: se os recursos dos superavitários são remunerados a juros, como os bancos sobrevivem? Sobrevivem através do chamado spread, que é a diferença entre a taxa de juros cobrada dos deficitários (empréstimos e financiamentos) e a taxa de juros que remunera os recursos dos superavitários, que chegam aos bancos através das aplicações em fundos de investimento e aplicações correlatas.

Assim, podemos ver que a cada empréstimo ou financiamento que fazemos e a cada vez que aplicamos recursos no mercado financeiro, estamos contribuindo para o crescimento da economia, ainda que nem sequer percebamos o que há detrás dos contratos e recibos bancários do nosso dia-a-dia.

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