terça-feira, 26 de março de 2013

Vender ou passar valores?

Uma propaganda que visa vender um produto precisa passar valores? É válido usar qualquer mote para que uma propaganda seja bem-sucedida e ajude o produto a vender mais? Estas são perguntas que me faço ao ver na TV certas propagandas. O capitalismo tem nos mostrado que a diferenciação é um bom caminho para vender mais e aumentar a o lucro das empresas e aí entram os profissionais de marketing e propaganda testam todos os recursos possíveis.

Um bom exemplo é a propaganda do Novo Palio, da FIAT, que mostra uma senhora aflita pelo fato de seu filho estar se separando apenas um mês após o casamento. Essa senhora, enquanto está dirigindo o referido carro, desabafa sua preocupação com uma "amiga", que lhe diz estar junto e promete guardar segredo. Na cena seguinte, ela não só comenta com a família, como ainda afirma que o "Carlinhos é corno", ou seja, além de não guardar segredo, ainda comete a maledicência de afirmar, sem qualquer subsídio, que o rapaz estaria sendo traído pela esposa.

Qual é de fato o objetivo de uma propaganda que utiliza de exemplos tão deploráveis para afirmar que o seu produto é de confiança e "está junto" do consumidor? Este recurso era de fato necessário? Afinal, o que a propaganda queria mesmo dizer? Que só a FIAT é realmente confiável? Enfim, pelo que vi em alguns fóruns, a repercussão foi negativa e até certo ponto ofusca o próprio carro e cria antipatia, o que obviamente não era o objetivo dos idealizadores da propaganda.

Eu ainda acredito, apesar de não ser profissional de marketing e propaganda e não possuir tal formação, que é plenamente possível conquistar mercado e ser marcante com criatividade e mantendo alguns princípios. E não falo assim por ser moralista, mas sim por entender que alguns limites são necessários e evitam que a vida se transforme em um "vale-tudo".

Para quem quiser ver e tirar suas conclusões, o comercial está aqui.

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