sábado, 9 de março de 2013

O que a falta de liderança provoca...

Na próxima terça-feira, dia 12/03/2013, a Igreja Católica Apostólica Romana, que conta com aproximadamente 1,2 bilhões de fiéis, iniciará mais um conclave, desta vez para substituir o Papa Emérito Bento XVI, que não faleceu, mas sim renunciou ao posto para o qual fora eleito em 2005, em um fato que não acontecia há 600 anos. Esta renúncia levou muitos a analisar os motivos apresentados e outras situações relacionadas, para que sejam tiradas algumas lições.

Para mim, a principal de todas as lições que pode ser tirada, é uma que sempre é discutida nas faculdades de Administração, ou seja, a de que incumbir alguém com um perfil altamente técnico ou acadêmico para uma função de gestão provavelmente vai resultar em perda do controle ou da administração, ainda mais para alguém como Joseph Ratzinger, que já declarou abertamente não ter aptidões administrativas ou organizacionais.

Quem lembra o que era dito quando Ratzinger assumiu o papado e faz um comparativo com o que espera o novo Papa, percebe que os desafios são rigorosamente os mesmos: decréscimo no número de fiéis, a necessidade de discutir questões como celibato, ordenação de mulheres, o uso de preservativos, as relações homossexuais, o combate à pedofilia dentro da Igreja, a corrupção e as lutas pelo poder. Além de tudo, um novo problema: o vazamento de informações e de relatórios confidenciais, o chamado Vatileaks, enfim, um conjunto de problemas típicos da falta de enfrentamento dos problemas.

Que a Igreja, desta vez, possa efetivamente escolher um verdadeiro líder, com pulso e liderança suficientes para enfrentar os problemas de frente, entendendo que mesmo tendo características e objetivos próprios, a Igreja é uma organização e como tal precisa não só ser pensada em termos filosóficos, mas também de forma pragmática. A falta de liderança já foi experimentada e os resultados, conhecidos.

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