sábado, 30 de março de 2013

A praga do sub-jornalismo

Um dos setores mais importantes de uma sociedade é a imprensa. Ela representa, de certa forma, um poder, ou a chamada opinião pública, podendo amplificar a opinião das massas ou promover um debate amplo e fazer a sociedade refletir. Isso tudo faz da atividade da imprensa, uma responsabilidade gigantesca, e que portanto, exige sabedoria e discernimento.

Entretanto, nem sempre acontece assim. Hoje mesmo, uma publicação séria como a Revista Época, da qual inclusive sou assinante, cometeu na minha opinião, um deslize grave: utilizou uma referência absolutamente irrelevante para discutir um assunto sério e polêmico, no caso a cantora Joelma, para abordar a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A referida cantora não possui qualquer requisito para que sua opinião (que ela tem todo o direito de ter, frise-se) seja incluída como referência no debate.

A pergunta que gostaria de fazer ao jornalista Bruno Astuto, responsável pela reportagem é: qual a intenção ou quais foram as motivações de publicar as declarações da cantora sobre o tema? O mesmo jornalista, até onde me consta, é mais um profissional que considero sub-jornalista, ou seja, vive de comentar a vida das celebridades, o que fazem, onde compram pão, se foram à praia, se estão ficando ou namorando alguém e outras frivolidades que nada acrescentam.

Acredito que a imprensa, a séria, a de verdade, tenha coisa muito melhor para noticiar e o tema que foi posto em questão merece discussão mais qualificada, pois aborda direitos civis, preconceito, religião, polêmica e até certo ponto, política, então não é brincadeira. Sugiro ao Bruno Astuto, que seja digno de seu sobrenome e limite-se ao "mundo das celebridades". 

Aproveito para divulgar este vídeo, onde o ator Pedro Cardoso fala muito bem sobre os paparazzi e seu abominável papel (aqui). Esta foi a melhor atuação de Pedro Cardoso, no papel de cidadão.

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