quarta-feira, 25 de julho de 2012

Industrializar é preciso!

Li um texto do Valor Econômico de hoje, no qual o futuro do Brasil na economia era comparado à Grécia atual (o que não é nada bom) no aspecto de ser um país com economia pautada em serviços, mas com pouca industrialização, ou seja, menos competitiva do que poderia ser. A comparação foi feita por Yoshiaki Nakano, Diretor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas.
De fato, esta comparação faz todo sentido, já que o Brasil ao longo de sua história nunca apresentou um planejamento (olha ele aí de novo!) realmente comprometido com a evolução de sua indústria, nem sequer para priorizar um determinado setor e assim, produzir e comercializar bens com valor agregado, ao invés de somente comercializar bens in natura ou as chamadas commodities.

Além da falta de planejamento que eu apresentei acima, o professor Nakano destaca também a política cambial brasileira, que encontra-se na situação de "câmbio apreciado", ou seja, aquele em que a moeda brasileira encontra-se supervalorizada frente ao padrão monetário mundial, o dólar. Entretanto, há outros tantos fatores que este texto não cita, a exemplo da política tributária, que também pesam e muito contra a evolução da economia brasileira. 

Enfim, em linhas gerais, falta ao Brasil prover à sua economia as condições ideais para que surjam e mantenham-se mais indústrias em funcionamento, pois somente o setor secundário da economia tem a capacidade de a aumentar a produção do país, contribuir para aumentar a absorção de mão-de-obra, aumentar o PIB e permitir que a demanda por bens e serviços seja atendida, sem causar grandes elevações na inflação.

Até mais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

«« LOCALIZAR »»