sábado, 28 de abril de 2012

Pensamento único: acabe com esta praga!

De certa forma, vou dar continuação a outro artigo deste blog (clique aqui), abordando uma ideia que seduz pensadores de esquerda e de direita, que se fossem realmente responsáveis, não se deixariam seduzir: é a ideia de pensamento único, ou seja, de uma forma de pensar que se sobrepõe a todas as outras sem maiores discussões e todo mundo acata, mas afinal, qual é a validade disso para a sociedade?

A resposta é: nenhuma! O pensamento único é uma praga que serve para impedir o processo evolutivo da sociedade e que atende principalmente a interesses políticos, daqueles que não querem nenhuma oposição, para poder governar contemplando todos os interesses dos aliados e cometendo todas as ilegalidades que desejarem sem ser incomodados por "inimigos do povo". Parece que ser oposição, no caso do Brasil de hoje, é ser "anti-povo", afinal se o povo escolheu, não é uma minoria que pode questionar! É assim que pensa nossa classe política.

Este problema vem também do fato de que nossos políticos só querem fazer política estando no poder, sendo governo. Quando oposição, ou fazem uma oposição irracional e destrutiva, que não só é fiscalizadora (o que tem de ser), mas que também é um obstáculo ao desenvolvimento dos programas dos governos, ou ficam quietos, amuados, à espera de algum convite para fazer parte da "festa", ou à espera da próxima eleição, para ver se a sorte muda e as coisas melhoram.

Outro enorme prejuízo desta praga chamada pensamento único é a descontinuidade dos programas de governo, que deixam de ser programas de estado, pois quando muda o grupo político que chega ao poder, tudo que os antecessores fizeram é completamente e sumariamente destruído, nada presta e nada valia a pena. Isso quando não acontece coisa pior, e programas já existentes passam por pequenas mudanças, de "perfumaria" e a autoria passa a ser de outros.

A verdade é que tem de existir a discussão, o direito a pensar diferente, tem que existir a liberdade individual e a diversidade, para evitar que os vencedores desta contenda se imponham de forma tirânica e que atuem sem nenhuma vigilância, ancorados apenas em índices de popularidade elevados. Cito o caso de Hitler, que chegou a ter 95% de aprovação na Alemanha, ou seja, nem sempre "a voz do povo é a voz de Deus" e só popularidade não basta...

Até a próxima!!!!! 

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