quarta-feira, 14 de março de 2012

Ética x competência: juntos ou separados? (parte II)

Um dos fatos mais relevantes da semana foi a renúncia de Ricardo Teixeira à Presidência da CBF, após 23 anos à frente da entidade. Aos 64 anos, sofrendo de diverticulite, finalmente o contestado dirigente deixa a instituição sob uma chuva de acusações e sob perda de prestígio nos meios políticos e futebolísticos, especialmente retratada na diferença de tratamento dado pelo Governo Lula e pelo Governo Dilma.


Este fato, e especialmente este personagem, me lembrou de outro artigo postado neste blog no ano passado (clique aqui), onde discutíamos até que ponto pode-se dar espaço a um profissional reconhecidamente competente e que traz resultados, mas que não é suficientemente ético. E gostemos ou não (eu particularmente o detesto), Ricardo Teixeira trouxe inegáveis resultados (e muitos vexames também) para a CBF e para o futebol brasileiro, senão vejamos:

  • A CBF, em 1989, era uma entidade quase falida, hoje, tem recursos em caixa sobrando, com inúmeros patrocinadores;
  • Antes de Ricardo Teixeira, a Seleção Brasileira havia sido campeã da Copa América apenas 4 vezes em mais de 70 anos de disputa. Agora acumula 8 títulos da competição, apenas 23 anos depois;
  • Eramos tricampeões do mundo após 13 edições, agora somos penta, apenas 6 edições depois, com o privilégio de ter chegado à final da Copa do Mundo 3 vezes consecutivas (1994/1998/2002);
  • O Campeonato Brasileiro Série A jamais havia repetido sua fórmula até 2003, quando foi implantado o sistema de pontos corridos, que se repete até hoje, a despeito dos que diziam que o torcedor brasileiro não aceitaria tal fórmula.
  • O Campeonato Brasileiro Série B era um inferno. Os clubes que para ela caíam estavam destinados ao quase amadorismo. Hoje é uma realidade bem diferente, em sistema de pontos corridos e com direito à transmissão para o exterior;

Agora, repito as palavras daquela ocasião e volto a propor a mesma reflexão: "Tragamos esse exemplo para o universo empresarial e corporativo e reflitamos: vale a pena contratar ou manter um profissional com esse perfil?"

Até mais ver!

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