domingo, 12 de fevereiro de 2012

A morte da ideologia...

Outro dia estava lendo um texto publicado na Revista Época, que apresentava a "morte" do pensamento de direita, pelo menos no Brasil. O texto abordava a chegada do PT ao poder e mostrava as alianças feitas com antigos inimigos, normalmente apresentados como sendo de direita (Sarney, Collor e outros).  

Além disto, o texto também apresentava sua preocupação com a situação de "pensamento único", pelo enfraquecimento da oposição e consequentemente uma "carta branca" para o governo fazer o que quiser, inclusive o que não deve, já que não haveria vigilância.

Eu vou mais longe, e afirmo que não estamos inseridos em um contexto de "pensamento único", mas estamos em um contexto de "pensamento nenhum"! A única "ideologia" que existe entre os políticos brasileiros atualmente é a adesista. Só se faz política estando no governo, de preferência com alguns cargos para oferecer aos apadrinhados. E assim, explicamos o fenômeno da aliança PT-Sarney. É como diz uma música dos Titãs: "Não importa a contradição".

Assim, lamentamos a falta de pessoas que apresentem propostas baseadas em ideologias e princípios. Os partidos não tem mais o chamado conteúdo programático e quando o tem, é apenas um amontoado de chavões e clichês do tipo "investir na educação", "promover a geração de emprego e renda" e toda a cantilena que se reproduz no horário político. Vejam a declaração do Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sobre o seu partido recém-criado, o PSD, em que ele diz que o partido não é de esquerda, nem de direita, nem de centro, ou seja, é só uma saída para que os políticos possam "pular de galho" sem precisar prestar esclarecimentos e assim, ser cooptados pelo poder.

Preocupa também que com tantos partidos existentes no Brasil, que em seus nomes apresentam tantas causas (trabalhista, cristão, democrata, social-democracia, social liberal, socialista cristão, democrata cristão, humanista social, verde, comunista, republicano, etc...) não haja nenhuma consistência de propostas e não obedeçam com um mínimo de fidelidade a nenhuma das ideologias existentes, o que contribuiria na orientação dos eleitores, mas infelizmente a realidade é esta, os partidos estão relegados a meros agrupamentos, necessários apenas para loteamentos de cargos e não para promoção de discussões sérias dos problemas do país.

Até mais!!!!!

2 comentários:

  1. A única ideologia atual é a da dominação total do governo e da sociedade, por grupos declarados de esquerda, para se perpetuarem no poder, e tirar o máximo proveito da situação, em benefício próprio.

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  2. É a dominação da sociedade pelo estado e deste por grupos políticos que envolvem pessoas de diversos espectros ideológicos (ou não). A bandalheira é suprapartidária.

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