sábado, 14 de janeiro de 2012

Onde anda o profissionalismo?

Hoje tive mais uma vez, a certeza de que o futebol brasileiro é gerido, na maioria, por dirigentes amadores sem preparo suficiente para os desafios com que vão lidar no cotidiano dos seus clubes. Li em alguns sites, que o treinador Felipão, do Palmeiras,
"alfinetou" Roberto Frizzo, vice-presidente de futebol, que com suas piadinhas, ironias e deboches ao abordar as contratações, estaria dificultando as negociações do Palmeiras com jogadores cujas contratações seriam interessantes aos olhos do treinador. Não sei o motivo deste comportamento, mas seja por "excesso de bom humor", seja por interesse em prejudicar Felipão, Roberto Frizzo está agindo de forma anti-profissional e prejudicando o clube do qual se diz torcedor.

Por outro lado, Frizzo rebateu Felipão e lembrou-se de um comentário do ano passado, no qual Felipão dizia querer uma "panela de camarões", o que insinuou que o elenco disponível tinha uma qualidade inferior. Nestas horas, quando vejo que este tipo de situação acontece em todo lugar, me opergunto: onde anda o profissionalismo? Será que é um valor em baixa?

Este comportamento de sabotagem (voluntário ou não) acontece no mundo corporativo e não é raridade que muitas vezes o(s) sabotador(es) sejam exatamente aqueles que mais deveriam tomar cuidado com a imagem da empresa, seja por declararem "amor", seja pelos interesses envolvidos (salário, benefícios, plano de carreira, etc...).

"Roupa suja se lava em casa", assim diz um velho adágio popular, que deveria fazer parte da cabeça das pessoas (inclusive de Roberto Frizzo e Felipão), para evitar que problemas internos sejam expostos e fragilizem as organizações. Assim agem os bons profissionais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

«« LOCALIZAR »»