terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A "armadilha" do Imposto de Renda em 2012

Neste início de ano, uma das principais notícias foi a da elevação anual, em 4,5%, dos valores que definem as faixas de cobrança do imposto de renda das pessoas físicas. O valor para que o contribuinte seja considerado isento passou de R$ 1.499,15 mensais para R$ 1.637,11 mensais. Este reajuste anual de 4,5% já está definido até o ano de 2014 (saiba mais).
O que parece um benefício, traz escondida  uma "armadilha", pois se a inflação for superior ao 4,5% anual, o reajuste salarial faz com que o trabalhador passe para uma alíquota mais onerosa de cobrança, o que no fim, resulta em mais dinheiro para quem? Para ele, sempre, o Governo, claro! É interessante ver que haja o que houver, o nosso suado dinheiro sempre "escoa" para o Governo.

Em um esquema de tributação como esse, com poucas alíquotas de cobrança, só há dois grupos beneficiados de fato com os reajustes: os dois extremos, ou seja, aqueles contribuintes que não vão sair da faixa de isenção, e aqueles que já estão na faixa mais alta, de 27,5%. No final, para a maioria dos contribuintes, é como uma máquina de vídeo-pôquer, sempre perdem porque não há como ganhar. E o pior é que acentuam-se as desigualdades e a classe média vai sendo esmagada cada vez mais.

Além disto, mais uma vez, lembrarei do uso cada vez menos adequado que é feito dos recursos que entregamos ao Estado todos os dias, lembrarei da corrupção que insiste em envenenar o país, e diante destes fatos, só posso concluir que qualquer medida adotada pelo Estado brasileiro sob o pretexto de melhorar a vida do trabalhador é uma falácia, porque sempre tem um porém, sempre tem uma "armadilha" no meio.

2 comentários:

  1. LEONARDO MAGNAVITA6 de janeiro de 2012 22:23

    Referindo-se ao povo (com ele no meio), um comentarista econômico dizia numa entrevista na manhã deste dia 6/1/12: "Fazemos a economia girar!" A primeira imagem que me ilustrou a mente após ouvir essa frase foi a de um ratinho branco dentro da gaiola correndo dentro daquelas rodas "gigantes", gastando energia sem sair do lugar. Apreciei muito seu artigo sobre os impostos, Marcelo. E te dou uma nota original de US$ 200 se você advinhar que imagem me veio à mente... rsrsrs

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  2. Hehehehehehe! Uma analogia bastante pertinente, Leonardo! Realmente, somos os hamsters que giram a roda para deleite de alguns. Esta analogia é muito utilizada em "Pai Rico, Pai Pobre".

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