domingo, 18 de dezembro de 2011

As velhas soluções ainda são soluções?

Meus Amigos,

Acho impressionante como ano após ano, as soluções encontradas pelo estado brasileiro para as questões econômicas não variam, recaindo sempre ao final do ano em um corte de IPI para veículos aqui, um outro corte de IPI para linha branca ali, mas o que interessa de fato, o que pode acelerar a economia de verdade,
que é uma política industrial bem pensada, um corte de gastos criterioso e repsonsável e investimentos em infra-estrutura, nem pensar. Até mesmo porque os investimentos em infra-estrutura feitos agora só poderão dar resultado daqui a alguns anos, muito provavelmente após o governo Dilma.

O que podemos pensar é que a situação do Brasil pouco ou nada vai mudar, afinal, as idéias são sempre as mesmas! Há sempre os mesmos compromissos, com os mesmos grupos políticos, com os mesmos interesses e estes nunca convergem com os interesses da maioria. Estamos presos à uma política comercial em que, de forma geral, exportamos bens in natura para importar bens com valor agregado, e além disto, ainda há a China, cujos produtos inundam nosso mercado e complicam a vida das empresas nacionais (para quem duvida, sugiro ir a um supermercado e verificar a origem dos eletrodomésticos, por exemplo). Estes produtos são turbinados por práticas deploráveis de exploração do trabalhador, que os deixam muito baratos. Dick Vigarista desta vez se deu bem.

Sei que terão aqueles que me enxergarão como pessimista, afinal o Bolsa Família está incluindo cada vez mais gente, ajudando no aquecimento da economia, e coisa e tal, mas será que um país que quer realmente crescer, que quer figurar entre as 5 principais economias do mundo pode mesmo ter como principal e basicamente único trunfo o Bolsa Família? Eu acho que é muito pouco e que crescer requer medidas mais abrangentes e de maior significado. Tem que ter políticas de inclusão, mas tem que ter emprego qualificado e oportunidades para que as pessoas estejam no nível de qualificação exigido, tem que ter ambiência de negócios favorável, menos burocrática, que favoreça ao empreendedor, ao que vai gerar emprego e renda.

A mesmice tende a não dar mais resultados a partir de um certo momento.

Até mais! 

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