terça-feira, 19 de julho de 2011

Queremos oportunidades. É a hora certa?

Olá, pessoal!

Nós queremos boas oportunidades profissionais, aquelas que povoam nossos sonhos, mas estamos de fato preparados quando elas surgem? Dizem que tudo acontece na hora certa, mas será que nos qualificamos para quando a hora chega? Estar REALMENTE preparado
é algo fundamental, quando uma boa oportunidade chega, sob pena de o sonho se transformar em pesadelo.

Recorrendo ao mundo do esporte, trago dois exemplos de profissionais que alcançaram aquilo que almejaram, e não obtiveram os resultados que imaginavam: Ayrton Senna e Mano Menezes.

Comecemos pelo inesquecível Ayrton Senna, que decidiu mudar de escuderia após 6 campeonatos mundiais disputados pela McLaren (1988-1993). Foram 96 GPs disputados, com 3 títulos mundiais (1988/90/91), 35 vitórias (algumas que beiravam o impossível), diversas poles, além de vários recordes e atuações mitológicas, que o transformaram em lenda do automobilismo ainda em vida. Mas a McLaren, que dominou a F-1 entre 1988 e 1991 não era mais a mesma, estava decadente, claramente pior que a equipe Williams, sob a ameaça da novidade, representada pela Benetton e pelo começo do ressurgimento da Ferrari.  

Senna tinha duas escolhas a fazer para 1994: 1- Deixar ou não a McLaren? 2 -Se deixasse a McLaren, qual proposta aceitar: Williams, Benetton ou Ferrari? Prevaleceu o que parecia óbvio: Williams, que havia vencido com folga os dois últimos campeonatos e era um sonho que Senna teve por mais de 10 anos. Há um ditado que diz: "quando você pensa que sabe todas as respostas, a vida muda todas as perguntas" e a Williams passou a ter menos condições que a Benetton e menos segurança e o sonho virou o pesadelo que todos sabem como foi...

Vejamos Mano Menezes, que como todo treinador, desejou um dia ser técnico da Seleção Brasileira de futebol. Mano é treinador desde 1997 e até 2005, trabalhou apenas em clubes de menor expressão, no interior do Rio Grande do Sul (sua terra natal) e interior do Paraná. Em 2005, respaldado pela surpreendente campanha na Copa do Brasil de 2004 (eliminado na semi-final pelo Vasco), com o modesto XV de Novembro de Campo Bom-RS,  Mano assumiu o Grêmio. Em sua primeira grande chance, obteve bons resultados, para em 2008 assumir o Corinthians e em 2010, a Seleção Brasileira.

Li em algum lugar que Mano e seu agente planejaram chegar um dia ao Corinthians ou Flamengo e depois, Seleção Brasileira, ou seja, esta trajetória foi planejada, mas a chance veio na hora certa? Um treinador com apenas 5 temporadas em grandes clubes está pronto para um desafio como este? Além disto, Mano assumiu Grêmio, e depois o Corinthians, para tirá-los da segunda divisão, então, tinha apenas 3 campeonatos da primeira divisão como experiência. Ser treinador de uma Seleção (qualquer uma) é muito mais que ser apenas treinador, existe muita coisa envolvida e me parece que a chance veio cedo demais, o resultado está sob a forma de críticas...

Estes exemplos servem para a vida corporativa também! Quantas vezes desejamos ser diretores, superintendentes, presidentes ou gerentes? E quantas vezes queremos que a chance venha, mesmo fora de hora? Falo por experiência própria, pessoal. A oportunidade veio na hora certa e agora estou aproveitando muito bem. Antes disto é preciso se preparar.

Abraços e até mais!

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