quinta-feira, 23 de junho de 2011

Impostos: uma questão que não acaba nunca

Olá, meus amigos!

Esta semana, saiu mais uma reportagem na internet (clique aqui), demonstrando como somos prejudicados pela política tributária brasileira. A cada vez que acesso estatísticas sobre este assunto, me vejo obrigado a fazer comentários, basicamente os mesmos a cada vez.
Primeiramente, apesar de não ter sido citado pela reportagem, o peso dos tributos sobre gêneros de primeira necessidade é alto, e isto deriva em algo que foi citado pela reportagem: redução do poder aquisitivo das classes menos abastadas, impedidas de acessar bens que não são de primeira necessidade.

Desta maneira, fica claro que a política tributária brasileira, ao invés de distributiva, é concentradora de renda (mesmo com o Bolsa Família sendo pago) e faz com que o processo de ascensão sócio-econômica no Brasil seja diferente do que se verifica nos países desenvolvidos e seja contra o bom senso e a lógica. O que se supõe é que os primeiros "degraus" da ascensão social possam ser superados mais facilmente e que a partir de um certo nível, haja mais dificuldades em enriquecer, o que garantiria que os menos bem-sucedidos teriam o mínimo necessário para viver dignamente. Aqui a coisa é exatamente ao contrário, pois chegar a um determinado patamar é muito difícil, depois disto, tudo fica mais fácil.

Tudo isto resulta, também, do fato de haver poucas faixas de cobrança do imposto de renda pessoa física, o que iguala pessoas que ganham R$ 5.000,00 mensais com aquelas que ganham R$ 500.000,00 mensais. Com mais faixas de cobrança, as faixas que atingem os menos abastados poderiam ser menos onerosas e os mais abastados seriam atingidos por mais faixas, resultando em maiores arrecadações, o que tornaria o sistema tributário menos injusto e menos fomentador de desigualdades.

Espero viver para ver o sistema tributário brasileiro se tornar um instrumento de desenvolvimento, deixando de ser um obstáculo ao desenvolvimento.

Até a próxima, pessoal! 

2 comentários:

  1. Caro Marcelo, resta saber quanto tempo você pretende viver. Tens histórico de Matusalém na família? :)

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  2. Não tenho não... E realmente é impossível acreditar que um dia essa situação se resolverá.

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