sábado, 4 de junho de 2011

Ética X competência: juntos ou separados?

Oi, pessoal!

Estava vendo o GP de Mônaco de F-1, semana passada, e ao admirar o bom desempenho do piloto espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, um questionamento surgiu para mim: até que ponto vale a pena contratar ou manter um profissional tecnicamente competetente, mas que eticamente é questionável?

Para quem não acompanha a F-1, explico que Alonso esteve envolvido em todos os últimos grandes escândalos da história do esporte e sempre em papéis nada honrosos, senão vejamos:

2007 - A equipe para a qual Alonso corria, a McLaren, é julgada e punida por espionagem de projetos da Ferrari. Durante a investigação, descobre-se que Alonso trocou e-mails a respeito com o piloto de testes da equipe, o também espanhol Pedro de la Rosa. Tudo bem que como empregado, ele não fizesse uma denúncia, mas daí a repassar informações por e-mail vai uma grande distância. Se fosse o caso de apenas querer confidenciar a situação com um amigo e compatriota, acredito que por telefone ou pessoalmente, seriam as melhores formas de fazê-lo.

2009 - Após denúncia do piloto brasileiro Nélson Ângelo Piquet, seu companheiro na equipe Renault, em 2008, descobre-se um esquema para facilitar a vitória de Alonso no GP de Cingapura. Neste esquema, Piquet recebeu e cumpriu uma ordem de bater o carro em um muro de proteção. Desta forma, Alonso estabeleceu sua estratégia em função do "acidente" e terminou vencendo a prova.

2010 - Alonso, já na Ferrari, exige via rádio que a equipe facilite sua ultrapassagem ao seu companheiro de equipe, o brasileiro Felipe Massa, no GP da Alemanha. Algumas voltas depois, Massa quase estaciona o carro para facilitar a ultrapassagem de Alonso.

Além disto, outras atitudes de Alonso denotam um comportamento não muito ético, a exemplo da acusação que ele lançou contra sua própria equipe, a Renault, em 2006, ano do seu bicampeonato. Ele acusou a equipe de favorecer deliberadamente Michael Schumacher, da Ferrari, com quem disputava o título e que havia sido piloto da equipe, entre 1991 e 1995, quando esta ainda se chamava Benetton.

Tragamos esse exemplo para o universo empresarial e corporativo e reflitamos: vale a pena contratar ou manter um profissional com esse perfil?

Só esclareço aqui que não sou o supra-sumo da ética, não sou perfeito e nada tenho contra o Alonso, que por sinal, considero tecnicamente muito bom, de estilo arrojado e com doses generosas de sorte, mas seu comportamento chama a atenção pela (falta de) ética...

Até a próxima, pessoal!

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