domingo, 15 de maio de 2011

E tome-lhe imposto...

Olá, pessoal!

A gente tenta esquecer este assunto, vira e mexe, falamos de outras coisas, mas não tem jeito. É impossível não se indignar com o assunto "impostos". Outro dia, o Estadão, publicou este artigo (clique aqui), que mostra em números o absurdo a que estamos expostos no Brasil, quando o assunto é política tributária.

É impossível que um país desenvolva sua economia, quando o Estado suga tanto de seu povo e tão pouco lhe retorna em contrapartida. A própria reportagem destaca um aspecto muito important:e: os 53% de impostos que envovlem o preço da gasolina, ou seja, um fator de encarecimento dos preços de forma geral - a tão temida inflação.

Além disto, mais uma vez, vale frisar, destaco a injustiça desta matriz tributária, que ainda conforme a reportagem, desfalca uma família com renda de R$ 4 mil, em 45% de seu salário, entre impostos sobre a renda e sobre o consumo. Quanto menos se ganha, maior o peso da carga tributária, o que trocando em miúdos significa: quem mais é pobre, paga mais impostos! E olha que na época da Inconfidência Mineira, Tiradentes e seus companheiros rebelaram-se contra os impostos portugueses, que eram chamados de "quinto" ("quinto dos infernos", diziam os brasileiros), exatamente por representar 1/5, ou 20% dos ganhos das pessoas!

As soluções existem e já foram amplamente expostas à sociedade: aumentar os impostos de produtos supérfluos e diminuir os impostos dos gêneros de primeira necessidade, o que favoreceria os menos abastados; aumentar o número de faixas para o imposto de renda das pessoas físicas, o que tornaria-o progressivo, isto é, quem ganha mais, teria uma carga tributária maior em termos percentuais e; repensar a questão dos impostos nos combustíveis, como forma de tentar diminuir os custos embutidos nos produtos em toda a economia.

Entretanto, há dois empecilhos: a falta de interesse político em aplicar uma ampla reforma tributária e a ineficiência do Estado na utilização destes recursos, já que com uma carga tributária deste nível (40%), o povo brasileiro deveria dispor de muitos serviços públicos, com grande qualidade.

Até a próxima, pessoal,    

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