domingo, 10 de abril de 2011

Ainda falando em impostos...

Caros leitores,

Começo agradecendo pela grande visitação ao blog no mês de Março, que foi recorde, com número de visitas em torno de 10% superior ao recorde anterior, em Janeiro/2011. É um sinal de que, de alguma forma, o blog está agradando.

Mas  indo agora ao assunto, percebdo que vira e mexe, sempre me sinto sob imposição para tratar novamente deste mesmo tema: impostos. O que me motiva desta vez é o anúncio de duas notícias. A primeira (boa notícia) é que a Presidente Dilma Rousseff resolveu manter a correção de 4,5% anuais sobre as faixas de renda que determinam quanto pagamos de imposto de renda, o que significa uma renúncia até 2014 de pouco mais de R$ 9 bilhões. Isto nos leva a pensar que finalmente o Estado concentrará um pouco menos a circulação da moeda em suas mãos.

Entretanto, quando sabemos de outras notícias, relacionadas ao aumento da alíquota de outros impostos, conclui-se: ledo engano. O governo apenas diminuiu o imposto de renda, que atinge diretamente as pessoas físicas, mas nos apenará na aquisição de produtos/serviços, o que significará alta de preços, uma consequente redução da capacidade de consumo e por fim, dinheiro novamente se concentrando nas mãos estatais.

O que me incomoda mesmo não é nem o fato de que apenas ficaremos na ilusão de poder consumir mais e ter de pagar menos ao Estado, até porque nem todo mundo vai ao exterior (eu mesmo nunca fui), mas é que não é possível identificar uma política tributária destinada efetivamente à reforma e ao aumento da qualificação, ao aumento da eficiência da utilização destes recursos. Parecem apenas meros ajustes pontuais que não geral grandes modificações no resultado final.

Não sei exatamente qual é o motivo disto, mas o fato é que o Brasil precisa urgentemente de uma reforma tributária, até mesmo porque já está ficando enfadonho falar disso (outra vez).

Até a próxima e um forte abraço a todos.

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