quarta-feira, 24 de novembro de 2010

R$ 650 bilhões livres de impostos...

A crescente carga tributária brasileira contribui fortemente para um fenômeno descrito em reportagem de hoje, do site da Folha de São Paulo. O valor de R$ 650 bilhões, citado na reportagem, refere-se ao "PIB" da economia informal e à economia subterrânea (ilícita).

O que me estarrece é que ao mesmo tempo em que o
estado brasileiro lança iniciativas como o "Empreendedor Individual", ele mantém um arcabouço tributário de difícil compreensão e cumprimento, que absorve uma fatia bastante significativa do PIB, segundo alguns, de 36%. Desta forma, as empresas brasileiras gastam em média 2.600 horas anuais com procedimentos tributários, frente à 1.100 horas anuais das empresas bolivianas! (Não estou falando de empresas japonesas, alemãs, americanas ou francesas, mas sim de empresas bolivianas!!!)

Além do mais, me questiono sobre onde nossos políticos aprenderam a fazer contas, pois com uma carga tributária menor, provavelmente haveria mais empresas formais, mais empregos e um volume maior de impostos, provido por um número maior de contribuintes, a uma média de contribuição menor. Parece óbvio, mas esta situação reforça algo que um professor me disse, ainda na graduação: "O óbvio é para os iluminados".

Até a próxima,

2 comentários:

  1. Pois é meu amigo! Isso só demostra a propaganda enganosa que o nosso governo faz onde, só percebemos que o incentivo nada mais é do que uma falta de estimulo para o trabalhador se legalizar.

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  2. Na verdade, é um "samba do crioulo doido", já que há uma preocupação com esta "isenção" de impostos, pois o estado deixa de arrecadar mais alguns bilhões de reais, entretanto, as medidas de estímulo à formalidade limitam-se aos empreendedores individuais, o que é bom, mais ainda insuficiente. E cadê a desoneração dos empregos?

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